Arquivo anual 2018

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Topografia com drones

Conceito

 

A topografia (topos, que significa “lugar”, “região”, e grapho, que significa “descrever”, portanto “descrição de um lugar”)* é a ciência que estuda o relevo do solo e seus elementos característicos tendo muitas finalidades onde podemos destacar o uso para análises de projeto de engenharia.

Com início no século XVII essa ciência vem sofrendo significativa evolução, principalmente no que tange aos instrumentos de edição em campo.

Era comum no início a utilização de instrumento não tão precisos para a obtenção de dados a exemplos de barômetros, cronômetros, transferidores e estádias.

Já em métodos contemporâneos podemos citar os teodolitos e o nível que eram instrumentos utilizados a algumas décadas atrás até a chegada dos métodos modernos como a estação total e os GPS GNSS de dupla frequência (L1/L2).

 

Fotogrametria

 

Podemos diretamente dizer que a fotogrametria é a captura de informações do solo sem contato com ele através de um sensor.

Esta ciência utiliza através de aeronaves tripuladas e que embarcavam grandes câmeras métricas capazes de fazer essa captura através de fotos ou mesmo de grandes satélites em órbita de nosso planeta e através da restituição estereofotogramétrica.

Com o advento dos drones e a diminuição cada vez mais dos sensores embarcados nesses equipamentos junto com a evolução dos softwares abriu-se um novo leque de oportunidades e equipamentos capazes de realizar a fotogrametria com menores custos, tempo e principalmente logística.

 

Drones na topografia

 

Com a evolução da ciência fotogrametria ouve uma diminuição significativa dos custos de levantamento quando comparados aos métodos tradicionais o que abriu o interesse de grandes empresas em extrair dados através da técnica e obter informações do relevo de um terreno.

A topografia, portanto, ganhou mais um elemento de obtenção de dados topográficos utilizando os chamados drones para captura de imagens aéreas georreferenciadas aplicados a software que compilam essas imagens em um único mosaico com a obtenção da chamada nuvem de pontos, elementos essenciais para a elaboração dos projetos topográficos.

A acurácia do levantamento

 

Talvez a parte técnica mais importante de um projeto e por muitos ignoradas na obtenção de dados confiáveis para um projeto de engenharia.

A simplicidade que os novos softwares trouxeram ao mercado fez com que uma gama de pessoas investisse em levantamentos fotogramétricos obtidos por drones sem se preocupar com a acurácia dos dados obtidos.

É de fundamental importância o uso de pontos de apoio em solo para que possamos além de ter um levantamento mais acurado sabermos informar ao solicitante do levantamento qual a confiabilidade obtida.

Dentre os pontos de apoio podemos citar os pontos de controle que irão fazer parte do processamento das imagens realinhando os pixels pelas coordenadas obtidas em solo e os pontos de check que farão a verificação dos elementos já processados analisando a discrepância encontrada.

 

Topografia convencional x topografia por drones

 

Podemos a grosso modo dizer que a topografia convencional ou aquele obtida por levantamento em solo permite uma acurácia milimétrica enquanto a topografia por drones possui uma acurácia centimétrica.

É importante informar os dados obtidos ao cliente através de um relatório técnico dos pontos de apoio e principalmente definir a finalidade do levantamento topográfico para saber se a acurácia pretendida atende aos requisitos técnicos do projeto.

 

 

 

*fonte: wikipédia

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Quando os olhos ganham asas.

A fotografia está passando por sua segunda revolução em menos de 20 anos. A primeira, foi o desenvolvimento da tecnologia digital, com máquinas que começaram a proporcionar fotos de boa qualidade em arquivos digitais, levando à bancarrota inúmeras gigantes do mercado fotográfico, porém proporcionou a inclusão de milhares de pessoas na arte da fotografia, tornando a fotografia, ou o ato de fotografar, popular. Afinal, não havia mais a necessidade de se comprar filmes, nem de revelar fotos. Essa nova realidade trouxe um ar de modernidade e baixo custo para todos que, a partir deste momento, começaram a adquirir suas máquinas e a experimentar essa arte chamada de fotografia.

 

A segunda revolução, sem nenhuma dúvida, veio com a popularização dos drones, essas pequenas máquinas voadoras e suas câmeras cada dia melhores e mais sofisticadas. A princípio, parecia apenas um simples brinquedo, com algumas pessoas amarrando suas máquinas fotográficas GOPRO em seus drones e começando a fazer seus primeiros experimentos como fotógrafos aéreos sem nem sequer se dar conta disso. Mas, com o tempo e avanço da tecnologia, o cenário mudou rapidamente.

 

Hoje, é fato que a segunda revolução é ainda mais complexa que a primeira, e abre ainda mais possibilidades ao mundo da fotografia. Isso ocorre porque a tecnologia não só torna possível uma nova visão do mundo que nos rodeia, como também representa uma nova ferramenta a ser explorada pelos fotógrafos tradicionais (que outrora eram aqueles que faziam suas fotos em filme), além de ter se mostrado uma importante opção para a entrada de operadores de drones no mundo (ou no mercado) da fotografia.

 

Essa nova revolução torna os céus acessíveis a todos. Tente imaginar a dificuldade que era fazer uma foto aérea há 10 anos, os custos, a necessidade de equipamentos adequados e as técnicas que eram necessárias para um fotógrafo conseguir realizar este tipo de fotografia. Imaginou? Pois é, hoje isso tudo mudou! Se, por um lado, fazer este tipo de foto se tornou mais simples e muito mais barato, por outro, exigiu que o fotógrafo (ou o operador de drone) voltasse a se debruçar sobre livros, vídeos e manuais para estudar as regras desse novo mercado que se apresenta.

 

Com essa modernidade, o fotógrafo passa a ter novos parâmetros e dispositivos para se preocupar, como altura, altitude, IMU, gimbal, cabo flat, legislação para voos, entre outros. Para um simples click, passa a ter que obedecer a outras inúmeras regras além daquelas já conhecidas pela fotografia tradicional, como a regra dos terços ou pontos de ouro, velocidade, profundidade de campo dentre outras. Nessa nova realidade do universo fotográfico, o fotógrafo precisa obedecer a elementos específicos para poder decolar seu drone e fazer suas fotos, como corredores de tráfego aéreo de pequenas e grandes aeronaves, a exemplo de helicópteros e aviões de pequeno porte, legislação para drones, bem como segurança de voo.

 

Por um lado, nesse novo cenário fotográfico, tudo passou a parecer menos seguro e mais complexo para quem começa a se aventurar pelos ares, afinal a câmera deixa de estar em nossas mãos, e isso é quase sempre inaceitável para o fotógrafo convencional. Porém, para a felicidade dos amantes da fotografia e profissionais desta arte, com pouco tempo e com os conhecimentos necessários, tudo passa a ser fácil, mais colorido e muito mais bonito. A cidade e seus prédios, monumentos, desenhos de ruas e avenidas passam a compor um cenário deslumbrante, antes só acessível àqueles que estavam embarcados em uma aeronave, muitas vezes decolando ou aterrissando em um aeroporto de alguma cidade.

 

Com o passar do tempo, os drones começam a ficar cada vez mais seguros e com máquinas acopladas em seus gimbals de três eixos, filmando tudo em 4k e fazendo fotos de tirar o fôlego! Tudo parece perfeito, fácil de ser operado e com grande autonomia para ir cada vez mais longe e mais alto.

 

Agora estas imagens obtidas pelos drones despertam cada vez mais o interesse dos fotógrafos profissionais e dos operadores de vídeo, os quais passam a adquirir estes equipamentos e a fazer seus próprios registros, difundindo ainda mais essas máquinas maravilhosas.

 

Hoje, eu vejo uma transformação sem volta dentro do mundo da fotografia, onde o drone se consolidou como uma ferramenta quase indispensável (uma espécie lente que voa) a ser utilizada pelo fotógrafo. E, assim como na primeira revolução que citei, entre a tecnologia analógica e digital, me deparo com uma resistência enorme de alguns fotógrafos em entender esta transformação, sem se ater que esta realidade não tem mais volta.

 

Além disso, vejo que a história se repete e uma quantidade enorme de pessoas passam a focar mais uma vez na fotografia, são milhares de novos fotógrafos que de uma hora para outra apareceram e hoje são uma realidade! Uma nova leva de operadores de drones que se preocupam em entender a fotografia e suas aplicações, lendo livros, tomando cursos, assistindo a palestras… E, com isso, conseguem sair na frente e reivindicar uma fatia deste mercado para si. Noto que estes novos “fotógrafos voadores”, em breve, dominarão boa parte do mercado que antes pertencia aos fotógrafos convencionais que precisavam de um helicóptero para fazer seus belos trabalhos.

 

O mercado se transforma, exige novas possibilidades e preços mais acessíveis. E esta necessidade praticamente extinguiu o uso de aeronaves tripuladas para a finalidade exclusiva de transportar um fotógrafo e seus equipamentos para fazer uma foto aérea, de determinada área ou de algum empreendimento imobiliário a ser lançado, por exemplo.

 

Assim damos as boas vindas a essa nova realidade e a todos que de alguma forma conseguiram tirar seus pés do chão e começaram a voar. Mas alertamos que voar requer responsabilidade e comprometimento para seguir as regras e normas amplamente divulgadas pelo GRAER, DCEA e pela ANAC.

 

Bons voos e, acima de tudo, boas fotos!

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ABPR presente em evento

No dia 27 de março tivemos a oportunidade de assistir a apresentação de Carlos Galassi falando sobre legislação e Amauri Oliveira falando sobre fotografia no estúdio de Cláudio Colavolpe!

No evento estavam vários fotógrafos e operadores de drones.